sábado, 30 de enero de 2010
Moi, je changé?
Um dia uma amiga irascível com a minha opiniao disse: Tu nao pensavas assim...como se tivesse traído o nosso código de princípios inabaláveis de conducta, nossa moral de convivência...Pensei no ato em Milan kunderea, que dizia numa entrevista sobre a sua culpa durante o período nazi,que as pessoas nao sao iguais sempre, que mudamos cada ano que passa e que somos o que somos hoje, talvez amanha, seremos iguais, quem sabe se nao, somente importa a nós mesmos... Também,gosto muito de parafrasear um locutor de fórmula um,por quem escrevi há alguns anos, que no final de cada ano, pede desculpas pelos erros cometidos no passado. Isso me traz a memória que nao deixa de ser nobre e inteligente a mudança, claro que somente quando nos transforma em pessoas melhores. Também rememoro o meu respeito com os mais velhos, porque sempre pensei que os mesmas sao mais sábios e isso nao somente pelos anos vividos ou pelos conhecimentos acumulados, mas porque se basam na açao evolutiva dos atos, e por que nao dos erros...Mudar é por fim um ato nobre, uma prova que os anos têm um porque e que a vida está cheia de oportunidades para aprender e ser um dia mais sábios e um dia mais gratos pelas experièncias passadas...Quanto à minha amiga, sei lá o que estará pensando.....
Iracundus vox popoli
Realmente quando saio à rua, me alegro de perceber as diferenças entre os povos e talvez a causa de ser o que sao como naçao e como cultura... Nas ruas brasileiras, quase sempre nao se vê ataques de cólera, nem indignaçoes por filas enormes, nem trabalhadores brabos ou mau humorados...essa pequena característica, já presente no tempo da colonizaçao em relaçao aos índios, que era mostrados em praças públicas européias como exemplos do ser humano bom, meio naif, mas feliz, ainda hoje se mantém no íntimo humano social, talvez um presente ou talvez um erro... Por outro lado, quando passeio pelas ruas catalaes, algo muda...se ouvem mais gritos, as pessoas falam alto, quando falam, e se exasperam por o que diria eu 'por nada' ou 'por pouca coisa'... Já dizia Tomas de Aquino sobre a Ira Santa, aquele sentimento que nasce quando de verdade necessitamos usar da ira contra as injustiças, contra afontas morais, contra atos vexatórios...ou porque nao, contra a inaniçao social...E por razoes directa ou nao, essa indignaçao gera pessoas que nao somente tem conceitos mais estabelecidos, mas tamém usam deles quando se sentem afectados...Um excesso: España, uma falta:Brasil...nem tudo sao rosas....
Obama is not god...
Geralmente nunca confiei muito em Obama. Nao porque a mídia estivesse ao mesmo lado. ao contrário, sempre o defendeu com unhas e dentes, principalmente nos primeiros meses de governos, mas porque deram uma importància sobre o papel que o presidente do EUAs deve ter no mundo. Sempre criticados pela ingerência nos assuntos de outros países, curiosamente Obama paga hoje por nao querer fazê-lo. Hoje, no jornal La Vanguardia,as criticas sao mais pertinentes e pode, digo, pode que a magia já mostrou se um truco mais, e porque nao, um truco mediático...Obama, deve ser mais forte, assim decide o editorial do The economist,'Obama deve intervenir no conflicto árabe-israelense, assim decidem os jornalistas da Vanguardia. Obama nao deve meter mariners no haiti, assim dizia um ministro Francès ou outro brasileiro... Bueno, em que ficamos? Na realidade diria eu. E a realiade é que nao podemos ser órfans de pai e mae, necessitamos ter alguem, nem que seja para falar mau e para esconder nossos fracassos como sociedade global...Mudanças climátias, bolsa de valores, economias, desemprego mundial, petrólio, por favro, Obama is not god...sejamos sensatos...
jueves, 28 de enero de 2010
CHAPÉU DE BURRO--- OREJA DE BURRO MAS
A idéia surgiu hoje, quando acabávamos de dar a um paciente um consentimento informado para la realizaçao da uma cirugia. O paciente demorava muito a assinar. Minha colega de profissao, perguntou: 'Por que estará demorando tanto?'( se subentende que nao saberá de qualquer forma o que lhe fará)...Minha resposta imediata foi, para perder o seu tempo, de qualquer forma nao tirará as duvidas pertinentes...depois do comentário, entre a ironia típica da profissao, pensei mais detenidamente na frase...Realmente a pergunta que fiz q mim mesmo foi: Por que as pessoas tem tanto medo ao erro, ao desconhecimento, medo a dizer nao sei a resposta, ou medo a dizer nao entendo o porquê. Num livro interessantíssimo de Schwartz, estudioso brasileiro, a resposta do colectivo brasileiro vem do conceito de nao aparentar ignorância, nao dar mostras das mesmas... Anti-socraticamente, uma vez que o mesmo era um fiel defensor da ignorância para a obtençao do conhecimento, ainda hoje, 2400 anos depois, nao aceitamos o desconhecimento de qualquer forma e preferimos a paz insconciente que a verdade consequente... Desde os tempos de medicina, estudávamos se calculam mais de 6000 novas palavras por ano, palavras técnicas de contextos tao básicos que desconhecíamos, como anterio, posterior, ventral, dorsal, anamenese,algias mil, que tardaram os seu dias em aprender e hoje muitas vezes damos aos pacientes conceitos que nunca terao como afrontar racionalmente....Sendo assim, o leigo relega o seu desconhecimento para nao aparentar ser chapéu de burro e assim de contentos...a razao pode vir de tempos imemoriais, do nosso próprio passado. Já nos colégios, se ensina de forma sem sentido que nao devemos errar senao o colega mais experto da turma burlará do ato ou senao o professor nos reprovará em algum examem...Mas a que custo seria a ignorância de um pequeno desliz no passado um reflexo de um futuro algo sem razao??? Creio que sabem a resposta...
martes, 26 de enero de 2010
O melhor dos mundos..Deus é brasiliero
Outro dia, um amigo catalao me disse, que quando esteve no Brasil, lhe comentaram que o melhor dos países era Brasil, melhor que qualquer outro país, e que ele tinha que ficar para ser brasileiro...Curiosamente quando estive na terrinha, vários amigos e familiares diziam que o melhor país do mundo era o país canário, mesmo com os problemas de sempre, seria imbatível... Sim isso foi real. O brasileiro é muito bairrista nesse sentido, muito mais que os argentinos que conheço que tem mais fama de patrióticos... Apesar das diferenças de ideologia, nao somos um povo patriótico, nem tampouco crítico ou aberto a discusoes intermináveis (guardo isso mais ao gaúcho, mas somente 3% do território), mas sim nao aceitamos com facilidade que diminuam a imensao do nosso país...Eu em contrapartida disse ao meu amigo que uma das principais razoes disso era o tamanho do país, que gera o efeito ilha, isolmento com outros países que também possuem coisas boas ou melhores...Uma segunda razao pode ser que o país ainda está engatinhadno no conceito de viajar ou mesmo de emigrar, o que gera o efeito umbigo mais forte e a terceira, nao menos importante, é que o pais hoje é bem visto no cenário mundial, algo que dá orgulho até aos mais escépticos viventis do outro ado do charco... Sim, mudamos muito....
Educaçao aos filhos...
Qual deve ser o real papel dos colégios em referència à educaçao do indivíduo? Pois já dizia Paulo Freire, talvez o grande educador brasileiro, criar um espírito crítico social, uma capacidade de pensar, de interagir com a sociedade que o conforma, estudando as suas realidades e os determinismos sociais. No referente ao outro termo educar: criar costumes, modais, meios de convivència, já dizia Corbett, discípulo de Freire, a família é decisiva, nao pode nunca eximir as suas obragacçoes, os modelos reais dentro e fora de casa. Mesmo que nao serao os professores os que devem dizer quando se levante a mao ou a voz, ou quando e porque existem os modos de boa convivência... Hoje, no entanto é mais fácil colocar as responsabilidades nos outros, estado, igreja, saúde física ou psíquica, deixando os reais atores fora de uma resolutiva fiel e digna...tempos modernos...
SÓLO FRANCÈS..
França, país redentor de inúmeras leis de igualdade e de liberdade do ser humano, acaba de criar uma lei, em vias de aprovaçao, que proíbe o uso da Burka, mais precisamente algo similar chamado Niqab (que deixa somente os olhos às vista) em território francês... Douniar Bouzar, antropólogo árabe residente em Paris, afirma que o mais paradoxal responde que a maioria das mulheres que assumem o uso do Niqab nao sao estrangeiras recém chegadas do golfo, mas sim novas conversas, filhas de maes que nunca usaram tais indumentárias. Na revista the economist, com mais tintes anti-proibiçao, respondia ao final do artigo que talvez o mundo nao pense que a separaçao igreja estado seja o justificante de leis que certificam que roupas devem usar as pessoas, assim como a sua liberdade de culto... tampouco representa igualdade de oportunidades, se vemos as roupas nos jóvens, com inúmeras tribos de ideologias mil... Mas talvez o medo, seja o precursor desse pobrema, antes que uma justificaçao lógica real e condizente com tantos anos de cultura e igualdade social... tristes meridianos...
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