sábado, 28 de noviembre de 2009
From 9 celsius to 23-28 under the clouds
Aqui estou, preparando as malas, ou 'maletas', com essa mistura dialectal tao española que tenho quando penso... Aqui o frio começa, as lojas estao cheias de pessoas comprando, comprando, comprando...Sinto como esse extra-terrestre que chega à terra e nao entende o movimento dos humanos e que está de passagem, com o 'boleto' de verao...8 anos sem passar um natal em casa, nem um ano novo, 'vaya'... Oito anos sem a camiseta no nata, sem uma árvore de natal, sem uma ceia decente...Oito anos sem o abraço carinhoso, sem uma saudaçao tao inofensiva e tao profunda como o tim tim...Um ano novo desejado de branco cheio de esperanças, cheio de alegrias...É curioso, nos acostumamos a nao ter natais, ou a desprestigiar-lo, retirando a importância de ver as bolinhas vermelhas em casas, as luzes, os rostos conhecidos, os amigos de sempre...somos bobos inocentes, mas sempre há um tempo para sentar com os nossos e saber o quao importantes sao para ti... Sou lobo das estepes, nao necessito da carinho todos os dias, mas como todo ser animal, necessito de um lugar quente para essa estrada da vida, pois como dizia um companheiro de trabalho, 'todos tenemos nuestro corazoncito'...que assim seja...
Janta junto cada dia....
Talvez nao houve escritor tao prolixo na arte de escrever sobre as famílias como Dostoiévski...Provavelmente foi o início de um estudo psicológico intenso sobre o desequilibrado que pode ser qualquer família e o difícil que seria existir um padrao de normalidade... Pois hoje acaba de sair nos jornais (El país e La Vanguardia), um estudo interesante sobre como seria a educaçao dos filhos em referências aos padroes familiares de educaçao. O estudo separa em 4 grupos: os 'progres', os tradicionais, os conflictivos e o 'armônicos'... Os progres sao considerados pouco educadores, deixam os filhos às arcas do governo (escola, saúde e segurança) e criam filhos mau educados, que nao respeitam normas. Os conflictivos, em geral violentos com os filhos,geram filhos racistas e violentos. Os conservadores a aqui resulta curioso, criam filhos sérios e estudiosos, mas sem liberdade própria nas decisoes e os harmônicos, que representam 30 % da populaçao sao os ideias, os normaizinhos, que sabem dar metas e corrigir os defeitos e geram os filhos ideais...Obviamente a todos iria bem ser desse último grupo, mas n'est ce pas possible...Mas como dizia Dostoieivski, talvez mais interesantes de cara a vida, sao os perturbados, os loucos, os que tiveram que reinventar as suas próprias vidas, ou nao?
Universo Quim...
O meu primeiro livro em catalao se chamava 'El perquè de tot plegat', e constituía-se de contos de um solitário, de um endiabrado perdido entre os frios extremos dos montes, a falta de agua e a solidao, forte artilúgio ao pensamento...Muitos anos intentei encontrar Quim Monzó pelas ruas, pelos bares, com aquela síndrome tao inconfundível,Gilles de la Tourette, de hiperactividade, tics incontroláveis e coprolalia... Pois o universo Monzó como o universo Borges, está à disposiçao das pessoas que querem entender o seu mundo, as suas manias, as suas influèncias que formaram um dos maiores contistas europeus atuais....A exposiçao se exibirá no Museu Santa Mònica e será imperdível...a ver
viernes, 27 de noviembre de 2009
Nación Catalana
'Conjunto de personas de un mismo origen y que generalmente hablan un mismo idioma y tienen una tradición común'. Assim classifica a RAE (Real Academia Española), o conceito de naçao. Algo confusa e debatível, nos mostra que todos os conceitos que temos por concretos, por exactos, nao sao mais que quimeras negociáveis, lúdicas, sem resultados realmente verdadeiros. Por esse conceito todas as famílias seriam uma pequena naçao...Se entretanto usássemos outro conceito, dado pela RAE : 'Conjunto de los habitantes de un país regido por el mismo gobierno', bom aí talvez pensaríamos, pois sim, agora está mais exacto...Porém, posso afirmar que uma cidade é uma naçao, e nao perco o bailado...Talvez intentando explicar de outra forma a idéia de soberania de outros povos, busco o conceito de País: 'Nación, región, provincia o territorio', ???, entra de novo naçao que tampouco nos aclarou nada...Incansável busco na wiki, a nova via: 'A nation is a body of people who share a real or imagined common history, culture, language or ethnic origin.'. Curiosamente segue um conceito de história comúm imaginária, e afirma algo interesante, que para podermos ter uma naçao, temos que criar um conceito imaginário de forças comúns, religiosas, históricas, de costumes, de artes que sao somente compartidas em nosso grupo, e que nao serao compartidas por outras sociedades senao se perderia a definiçao. Como foi um conceito criado para expandir os domínios reais dentro e fora dos reinos, que nao eram mais que cidades, sendo usadas para justificar o domínio de um senhor sob os seus súditos, me impressiona a facilidade com que as pessoas se filiam a coisas tao banais e vazias de sentido como os nacionalismos....Assim de limitados somos nós os humanos...
martes, 24 de noviembre de 2009
Rolling Stones a la italiana
Berluscone acaba de ser homenageado pela revista Roolling Stones, como o homem do mes... A explicaçao é que o homem se mantém, apesar das suas relaçoes conjugais ou econômicas, etc, mais 'na onda' que cantores usuais ou famosos...Realmente me impressionou o quao ilógico podem ser as revistas, hoje em dia. Uma revista que originalmente se dedicava às grandes bandas do Rock, nos míticos anos 70, com todos os grandes, hoje explica através de um suscursal que Berluscone é o cara, ou como diria Obama à Lula, o guy...Depois que a Forbes colocou um traficante nos mais ricos, que mais se pode esperar...
lunes, 23 de noviembre de 2009
To be unfriend
A palavra do ano, de acordo com a sociedade Americana de Filologia é o verbo to unfriend, que seria como desamigar-se, deixar de ser amigo cibernético. O termo obviamente surgiu no Facebook, pelos amigos virtuais que se 'desamigavam' por reticências ou por si chove... Pois já sabem, a desamigar-se os new ex-friends...
sábado, 21 de noviembre de 2009
DIVESIDADE_ TAMBÉM UM PROBLEMA
Agora temos um chefe supremo. A eleiçao a dedo do manda mais no parlamento europeu trás uma boa resposta à pergunta de Kissinger: A quem chamo quando quero falar com Europa?..Pois ao novo chefe em poderes: Van Rompuy. Flamenco, católico e representante de um país pequeno. O necessário para evitar brigas entre os grandes? Provavelmente nao. Europa, como dizia Gadamer, da escola de Frankfurt,tem uma diversidade que a fez gigante. Criou impérios em territórios minúsculos. Gran Bretaña é quase igual ao RS. Espana inteira nao chega ao 4% do território brasileiro e Alemanha é pequenina, pequenina. Mas à força de diversidade étnica sem comparaçoes e talvez às impossibilidades de movilidade dadas pelo relevo cheio de montanhas e com frio intenso em várias áreas, criou um sociedade única. Com a globalizaçao Europa perde poder de decisao. se acabou os impérios europeus, militarmente como mínimo e sem armas ninguem dá mais bolda para o continente...Com o estado de bem estar, se perdeu a competiçao com mercados mais baratos e com a independência que tanto os caracteriza, perderam a possibilidade de um líder que fale os 40 idiomas, formas de ser e sonhos sociais...Nunca haverá um Europa, como máximo uma franco-alemanha com direitos associados...e com inglaterra, marco divisor entre esse continente e EUA....
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