lunes, 26 de septiembre de 2011
Folha de Sao Paulo e a adolescência
Na minha adolescência adorava a Folha de Sao Paulo. Morava no interior do RS, o que significa que o único lugar em Santa Maria que tinha a folha era o ponto 24 horas. Lembro que o jornal sempre chegava pela tarde,o que significava que ler a folha era como ler um livro sem pressas. Segui com o advento da internet apreciando a Folha, mas obviamente cresci e também a minha visao sobre a mesma. Com os anos determinei fácilmente a linha editorial (de direitas) e o apreço quase doentio pelo que vem de fora (Europa e Estados Unidos). Imagino que hoje em dia, depois de tantas crises, os editores intentam defender o primeiro mundo, mas hoje o primeiro mundo nao é mais aquele que vi passar nos anos 90, sem crises e sem corrupçao. Obama atolado em descrédito e muitos países europeus já na banca rota (digam o que digam os jornais), o editorial da folha terá que criar um nova linha, e realmente nao saberemos pronto qual é. Somente ataques ao governo Dilma e Lula, assim como a todo e qualquer país de esquerdas (os poucos que lá existem). A folha perdeu muito ou fui eu que crescí. Mas como todo amor de juventude, ainda gosto de folhear-la para lembrar-me da minha infância.
domingo, 25 de septiembre de 2011
E AS OUTRAS MEDIDAS...
Dilma disse num tom alto e claro, queremos participar no FMI de forma que sejamos objetos do nosso mérito. Lagarde quer mais dinheiro para os países europeus, mais agora que estudos norte-americanos mostram que a crise pode nao ser retalhada. Mas o caminho de alimentai-vos os ricos já passou de moda, e ninguém que nunca foi escutado, com China ou Brasil, está disposto a dar a mao e o braço.
sábado, 24 de septiembre de 2011
ENQUANTO ISSO NO OUTRO LADO DO CHARCO..
Hoje mesmo no jornal español La Vanguardia digital apareceu o caso perigoso em que se está movendo a saúde pública no continente europeu. Sem dinheiro mais na caixa, o governo da Catalunha decidiu baixar outra vez o salário do médicos e demais facultativos da área. A triste idéia a parte de já ter reduzido blocos cirúrgicos pela tarde, consultas nao urgentes e ter retirado já 10 % no ano passado mais plantoes é diminuir os gastos 'por lo sano', tirando dos bons e honestos trabalhadores. Essa mesma notícia contrasta em muito com a notícia da Folha com a idéia de aumentar os gastos públicos em medicina, e que mesmo funcionando bem, a segurança de um país às vezes dá uma volta incrível.
A QUESTAO DOS IMPOSTOS...
De acordo com as novas iniciativas governamentais, um novo imposto será 'recriado' para arcar com os gastos médicos a toda sociedade. Os sindicalistas chamam de CSS (Contribuiçao Social para a Saúde), os de direita chamam de nada mais que o restorno do CPMF. Pagar mais ou manes, eis a questao. A esquerda gosta de impostos e a direita detesta. Nao há dúvida que todos os países mais ricos do planeta pagam impostos, com a rara exceçao do EUA. A grande diferença nao está em cobrar os impostos, mas quanto desse total está realmente sendo bem destinado, e nao levado às maos do empreguismo público ou pela corrupçao. Assim que o debate nunca será sério senao sabemos aonde está indo para o nosso dinheiro. Nao adianta aumentar a mesada do governo, se al final o dinheiro vai para as drogas.
viernes, 23 de septiembre de 2011
SER BOM SE ACABOU?
O tema da redaçao da FUVEST de 2011 foi sobre o altruísmo e pedia implicitamente uma opiniao crítica sobre o assunto. Isso me fez recordar que há anos atrás tive uma conversaçao com um amigo español que creía firmemente que nao existe altruísmo real,, ou seja, que tudo o que fazemos nos traz, diretamente ou indiretamente, o benefício a nós mesmos, um egoísmo às avessas. Realmente pensar que Mahatma Gandi, Madre Teresa ou Luther King eram egoístas é algo distorcido. Mas nao vou ficar nas exceçoes, que como dizia Popper justificam a regra, vou sim atacar lugares mais altos. E que lugar mais alto que o amor. Amor à nossa companheira. Amor de pais para com os filhos, tampouco sao a exceçao. Amor da professora pública para com os alunos, porque nao há maior devoçao sem retorno que a desse coletivo. Amor dos professionais médicos sem fronteira. Amor do green peace a de uma eternidade de ONGs pelo mundo afora. Amor filantrópico da igreja católica, aceitem ou nao os ateus e os intelectualóides. Amor dos bombeiros do 11 de setembro para com as vítimas,...etc..Em resumo amor é altruísta quando realmente é amor verdadeiro....
ROCK IN RIO.....
O Rock in Rio foi uma grande jogada. Nao há dúvida que se existia uma cidade no Brasil na qual teria que ser realizado o primeiro grande multi-show de rock in roll, esse nao era definitivamente a cidade do Rio de Janeiro. Nao que nao existisse música nessa cidade. Ao contrário, talvez uma das músicas mais emblemáticas do país, o samba de alta qualidade é carioca assim como o axé é baiano. Poderíamos sim ter escolhido Sampa, POA ou até Curitiba, até porque era nesses poroes que existia a rebeldia do rock, da modernidade daquela época... Mas claro, o Rio nao é qualquer cidade, mas sim a cidade do brasil...No início, lá nos primórdios dos 85,sim existia o rock. Queen, red Hot Chili Peppers, AC/DC, Iron Maiden estiveram por aqui. Hoje, curiosamente, podemos ver que do Rock ficou somente a placa de merchandising, a grife, quase já nao existem rockeiros. Ivete Sangalo, Shakira, Rihana, Claudia Leite nao sao de nenhuma forma imagináveis tocando uma guitarra e criando composiçoes roqueiras, mas certamente dao IBOPE e juntam a gurizada. Queen era transcendental nas suas composiçoes, falava sobre a imortalidade (Who want to live forever), os Mutantes criavam um tônica antropofágica do rock nacional criticando a burguesia, a pobreza; Nenhum de Nós arremetia contra a perdida geraçao pós-ditadura, a geraçao titás do pulso ainda pulsa, apesar do descaso e indiferença. Hoje nao, a música é prá animar, mesmo que a letra nem deus entenda (Pegue uma letra da Shakira a ver se entendes algo)todos saboreiam a liquidez a la Bauman dos nossos pequenos valores. E assim o rock foi lentamente fagocitado pelo pop, pela diversao...
jueves, 22 de septiembre de 2011
O DISCURSO DA RAINHA...
O discurso inaugural do conselho de segurança da ONU foi realizado pela primeira vez por um presidente do sexo feminino. Dilma Rousseff mostrou claramente o seu estilo de linguagem e de comporatar-se. Comentou com grande valor sobre a necessidade de participaçao do sul na crise que o mundo enfrenta. Disse num português culto que nao podemos deixar que as coisas fiquem como estao na realidade econômica global e que todas as vozes devem ser ouvidas. Apoiou a manifestaçao palestina na ONU e foi contra qualquer tipo de violência que possa decorrer tanto da primavera árabe como desse ato necessário. Mostrou a sua cara a favor dos direitos humanos, contra toda a intolerância que pudesse ter existido em qualquer país do mundo. E foi feliz em todos comentários que mostram claramente que o maior país da América do Sul leva 140 anos sem criar conflitos com os vizinhos. Dilma é forte, protege o país duramente e arduamente. Com certeza nao há na história brasileira um período no qual estamos tao valorados e bem amparados. Somos hoje um país que se ouve e se respeita, digam o que digam a media nacional.
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