sábado, 9 de julio de 2011

Powerpoint formato auto-ajuda...

Reconheço, nao leio powerpoints que me mandam. Assim que nao me mandem. Esses típicos de frases de calendários ou de Paulo Coelho, com fotos de natureza e música chill out. E digo mais, ninguém gosta. Talvez tenha algum déficit de atençao, ou algum autismo, mas nao consigo me concentrar nessas apresentaçoes. Sao chatas, longas e com frases de todos conhecidas. Os próprios powerpoints científicos sao chatíssimos, com um exagero de informaçao inútil que geralmente mostram que a pessoa em questao nao sabe de memória o que fala ou nao estudou o que fala. O cérebro nao memoriza mais que três ítens por diapositiva, assim que frases gigantescas ou tabelas idém, nao servem para nada. Estamos numa época genial de informaçoes, mas temos que ser seletivos, já dizia Torrecelli...Quem nao tem tempo, usa Torrecelli...

O medo às redes sociais

Muitas pessoas têm medo às redes sociais, principalmente as que nao conhecem. Os jóvens já estao em todas (tuenti, que passa, facebook, orkut, hi5, etc) e nem se importam com conceitos tao venerados como vida privada ou vida pública. Como disse 'Lori', na comédia Aída, 'quem disse que quero ter vida privada'... Na reportagem de hoje de Pilar Rahola, se nota através de dados 'científicos' o perigo que implica a contrataçao laboral, quando as pessoas colocam fotos de festas com grandes borracheiras ou atos de intimidade do lar. Realmente isso acontece. Vemos a diário perguntas estúpidas, comentários cretinos, fotos sem sentido. Mas há um porém. Geralmente essas pessoas sao as mesmas que em outro lugar fazem o mesmo comentário cretino, a mesma pergunta estúpida. Vai de aceitar ou nao como amigo virtual e querer ou nao ler as bobagens alheias. Por outro lado, há um lado positivo inigualável. Muitas vezes voltamos a ver aquele velho amigo, mais velho, mais careca, mas com aquele grande coraçao que sempre o caracterizou. E mais a quem nao dá uma pequena raiva, quando um dos melhores amigos nossos nao tem rede social? Significa que gostamos de estar sempre próximos, mesmo que as bobagens diárias ou a intimidade virtual esteja em jogo. Tudo tem um preço.

viernes, 8 de julio de 2011

¿Podemos cambiar la sociedad?

No último fascículo da revista Filosofía Hoy, o assunto principal sería a possível, mesmo que difícil, resposta filosófica à pergunta: 'Podemos ou nao, mudar a sociedade?'. Começa o ensaio sobre o valores sociais que se devem dar a democracia, os valores da ultrança, os valores que os gregos nas suas cidades davam a esse conceito. Depois, em outra ensaio relacionado, descreve as aspiraçoes usualmente pessimistas dos españóis no referente à política, imigraçao e integraçao. Há em Europa, e precisamente em España, um forte desânimo, depressao, ansiedade e certa bipolaridade entre o que a política prega e o que realmente faz, entre o que sao realmente os valores universais tao soados quando se falam nas ditaduras, mas que na praxis sao tao esquecidos e silenciados. Em certo sentido o governo español foi notadamente estatal, como os antigos governos soviéticos de cara ao interior (gastos sociais) e altamente capitalista e selvagem de cara ao exterior (bancos com altas excedentes em vários países nao eurorpeus). Várias garantias do famoso Welfare state, o bem estar social, foram pesadamente assumidas pelo estado e claramente o estado faliu. E o povo se acostumou a esse welfare state. Filosoficamente tudo nao passou de uma utopia pseudo-real, nao racional e pouco prudente. E a famosa soluçao proposta pela revista? Nada de nada, puro psicologismo barato...

miércoles, 6 de julio de 2011

Caixas e mais caixas

Vou me embora a Pasárgada, mas com muito livros. Mais de 1200 livros, mais de 800 cds, muitas histórias e muitos recordos. A mudança, quantas mais? Filho de militar tem essa característica, talvez no sangue, talvez na cultura, sempre estamos dispostos a pegar o trem de retorno. Há quase 11 anos deixei Santa Maria. Também caixas de livros e histórias naquela pequena casa escondida no centro da City, na Paul Harris, enfrente ao antigo Yazigi. Como bem disse Jean Carlo, numa tarde fria de Londres, a nossa grande mudança foi viver em Santa Maria, a grande revelaçao inicial ao mundo adulto. Barcelona foi um ato mais seguro, mais formado, mais preparado. Tantos livros em español, em catalao, tantos jornais lidos (mais de 3 mil), quantas revistas científicas, pseudo-cinetíficas. Quantas horas de estudo? Incontáveis. Amigos novos de países variados, perdidos em algum lugar nesse mundo cada vez mais pequeno. Hoje a casa está quase vazia, prateleiras mais vazias que a crise de Funaro mas durante 10 anos foram enchendo, enchendo, quase até transbordar...Agora outros mares, outras notícias e outros livros, nesse eterno mudar que estamos sempre submetidos...Graças a Deus...

martes, 5 de julio de 2011

O ESPINHOSO ASSUNTO DO ABORTO

Aristóteles sempre dizia que a retórica na política é praxis, vida prática e nao responde às leis do raciocínio teórico, é um assunto de discussao entre um grupo, entre a polis. Hoje na Rádio SER, de visao esquerdista, se reuníam dois pólos opostos sobre a lei do aborto, um claramente a favor da lei, justificando através da 'realidade histórica' do país, Catalunya e outro, fervor defensor da 'vida', usava o conceito de aborto como agressao à vida e à mulher. Dois argumentos, se bem que claros, nao justificadores do assunto que se destacava: o aborto. Poderíamos dizer que os dois argumentos sao non sequitur, o que significa que das premissas nao sai a conclusao. Nem as razoes históricas justificam açoes, nem sao necessárias nesse contexto, dado que por elas mesmas o aborto ainda deveria ser bastante discutido (Vale lembrar que España saiu da ditadura nao fazem 40 anos, aonda se proibía o divórcio), nem o conceito de vida está em jogo, dada a controvérsia real do que é vida (contexto biológico, cromossômico ou fisiológico). Se bem o asunto degringolou para o aborto entre menores de edade sem o consentimento familiar, algo mais escuro e nao consensuado por ambos partidos e muito menos pela sociedade ( um referendum seria necessário) o final debate foi igual ao início, sem consenso, o que significa que a lei de Zapateiro, apesar de revolucionária, nao é uninânime e está longe da mesma. A entrada do PP con Rajoy, possivelmente revolgará a mesma, fazendo de tanta discussao um sentido mais bipolar, que lógico prático...

As cidades e os seus loucos...

Um importante estudo publicado na Nature desta semana mostra o aumento de doenças psíquicas nos grandes centros, comparado às áreas rurais. De acordo com o mesmo, o cérebro das pessoas que vivem uma situaçao de estresse nas grandes urbes está sujeito a alteraçoes mais graves, levando ao risco de doenças importantes como esquizofrenia e depressao. Porem o estudo nao detalha quais sao as situaçoes de estresse, que certamente nao sao as mesmas entre cidade e campo. Também outra informaçao está destacada: que os estudos realizados em humanos serao cada dia mais, sujeitos à neurociência. Esse artigo marca um início dos estudos sociólogicos relacionados ao funcionamente cerebral em massa, algo interesante e sujeito a novos achados. Um futuro promissor espera essa nova rama de conhecimento...

Brasil cresce...

Hoje vivem mais españóis em Brasil que brasileiros em España. A situaçao de crescimento contínuo, ofertas de trabalho em todas as áreas e crise em Europa coloca o Brasil em ponta de mira de muitos países. Americanos e ingleses mandam técnicos, bolivianos mandam empregados, españóis e argentinos universitários. Há uma grande confluência total nessa vinda. O crescimento traz consequências imediatas e tardias. O Brasil foi o país da imigraçao no século passado, passando ao país da emigraçao na década passada e agora, outra vez, imigraçao. Muitas pessoas dao a marcha atrás e buscam o seu novo futuro. Há leis restritivas importantes, que sao necesárias em certa medida, mas o mercado de contrataçoes terá nova visao se mudam as mesmas em benefício do país. NA La Vanguardia de hoje, falam das leis de emigraçao difíceis e corporativas, algo que España, precisamente usava ao seu bel prazer antes da crise. A lei da Taliao prevalece. Quem usa leis restritivas, terá as mesmas em retorno. Mas sao grandes notícias...